segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Onde está você?


Seu rosto está em toda parte


Eu estendo a mão para você


Mas Não esta lá


Eu me levanto cada noite


É como uma luta infinita


Em que eu pareço nunca ganhar





Eu não posso continuar por muito tempo


Não posso deixar partir


Eu continuo querendo saber


Onde está você agora


Onde está seu coração


Já que não estou mais nele


Deixe-me saber


Então estará livre para partir





Eu posso ouvir sua voz


Parece estar perto de mim


Tão próximo tão distante.


Talvez deva partir


Conservar o que sobrou de mim


E fechar as portas da dúvida


Reviver minha dignidade

Viver um recomeço

quinta-feira, 12 de julho de 2007


SAUDADES...


Em algum momento na vida devemos ter feito algo de muito grave para sentirmos tanta saudade. Trancar o dedo numa porta dói. Bater com o queixo no chão dói. Torcer o tornozelo dói. Uma tapa, um soco, um pontapé, doem. Dói bater a cabeça na quina da mesa, dói morder a língua, doem cólica, cárie e pedra no rim. Mas o que mais dói é a saudade.
Saudade de um irmão que mora longe. Saudade de uma cachoeira da infância. Saudade do gosto de uma fruta que não se encontra mais. Saudade do pai que morreu, do amigo imaginário que nunca existiu. Saudade de uma cidade. Saudade da gente mesmo, que o tempo não perdoa.
Doem essas saudades todas. Mas a saudade mais dolorida é a saudade de quem se ama. Saudade da pele, do cheiro, dos beijos. Saudade da presença, e até da ausência consentida.
Você podia ficar na sala e ela no quarto, sem se verem, mas sabiam-se lá. Você podia ir para o dentista e ela para a faculdade, mas sabiam-se onde. Você podia ficar o dia sem vê-la, ela o dia sem vê-lo, mas sabiam-se amanhã. Contudo, quando o amor de um acaba, ou torna-se menor, ao outro sobra uma saudade que ninguém sabe como deter. Saudade é basicamente não saber. Não saber mais se ela continua fungando num ambiente mais frio. Não saber se ele continua sem fazer a barba por causa daquela alergia. Não saber se ela ainda usa aquela saia. Não saber se ele foi à consulta com o dermatologista como prometeu. Não saber se ela tem comido bem por causa daquela mania de estar sempre ocupada, se ele tem assistido às aulas de inglês, se aprendeu a entrar na Internet encontrara página do Diário Oficial, se ela aprendeu a estacionar entre dois carros, se ele continua preferindo Malzebier, se ela continua preferindo suco, se ele continua sorrindo com aqueles olhinhos apertados, se ela continua dançando daquele jeitinho enlouquecedor, se ele continua cantando tão bem, se ela continua detestando o McDonald's, se ele continua amando, se ela continua a chorar até nas comédias. Saudade é não saber mesmo! Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos, não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento, não saber como frear as lágrimas diante de uma música, não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche. Saudade é não querer saber se ela está com outro, e ao mesmo tempo querer. É não saber se ele está feliz, e ao mesmo tempo perguntar a todos os amigos por isso...
É não querer saber se ele está mais magro, se ela está mais bela. Saudade é nunca mais saber de quem se ama, e ainda assim doer.
É não querer saber se ele está mais magro, se ela está mais bela. Saudade é nunca mais saber de quem se ama, e ainda assim doer. Saudade é isso que senti enquanto estive escrevendo, o que você, provavelmente, está sentindo agora depois que acabou de ler...

quarta-feira, 11 de julho de 2007

Aprendendo a lidar com a frustração


Então pessoal, para inaugurar o blog que a prósito mudou de titúlo e provedor, irei expressar minha opnião formada sobre uma determinada emoção que todos enfretamos de forma desagradavél, porém esquecemos de refletir e aprendercom ela, a dolorosa frustração.

Todos nós, em algum momento da vida, experimentamos algum tipo de frustração. A frustração é um sentimento que se desenvolve quando nos vemos privados de uma satisfação que nos parece legítima, mesmo que às vezes não tenhamos razão.


As causas da frustração tanto podem ser a ausência de coisas materiais que ambicionamos possuir, como a presença de um obstáculo exterior para que concretizemos nossos desejos.


Porém, algumas vezes vivenciamos uma sensação de proibição interior gerada por causas psíquicas que derivam de conflitos vivenciados na infância. Estas causas determinam frustrações mais profundas que, para serem vencidas, exigem um trabalho de interiorização e investigação a ser feito através de uma terapia psicológica, para determinar com precisão sua origem


Muitas vezes a auto análise e uma grande capacidade de reflexão pode ajudar-nos a melhor compreender as razões de nossas frustrações, ao curto período de minha existência terrestre passei fazê-la em busca de auto-redenção, entretanto, algumas vezes a ajuda de uma pessoa mais experiente é imprescindível.


Se pararmos pra pensar, pequenas frustrações do dia-a-dia são, de modo geral, fáceis de serem contornadas. Entender que nem todos os nossos desejos podem ser satisfeitos é o primeiro passo para aprendermos a lidar com o sentimento de frustração. Assim como também é importante adquirir a consciência de que tudo na vida nem sempre acontece com a rapidez que desejamos.

Pensando desta forma, aprenderemos a lidar com as frustrações de forma mais equilibrada, uma vez que alcançar determinados objetivos nem sempre depende unicamente de nós. Muitas vezes, existem outras pessoas envolvidas e precisamos entender e aceitar que seu tempo de agir é diferente do nosso.

Á medida que amadurecemos, precisamos aprender, ainda que a duras penas, que nem todos os nossos desejos podem ser satisfeitos e que as frustrações são parte inerente da vida adulta. Conseguir encará-las com realismo é um passo essencial para o nosso crescimento interior.{

Não podemos nos tornar amargos, rabujentos, e incapazes de usufruir os bons momentos das vida, porquê a covardia nos impediu de fazer escolhas por temor da frustração.
Libertar-se deste medo e parte da emancipação pessoal, e uma parte importante por ingresso no mundo real.

Leo Barreto